Tem mulher na roda! O empoderamento feminino

Tem mulher na roda! O empoderamento feminino

Por Letícia Vidor de Sousa Reis

Introdução

Vivemos em um país onde a violência contra a mulher é naturalizada. Culpá-la pela própria violência, como ocorre em muitos casos, é uma estratégia do patriarcado que encobre e dificulta a identificação do agressor. As mulheres precisam ser ouvidas por mulheres e homens de gerações anteriores, para, em conjunto, fazer com que, nossas irmãs, filhas, sobrinhas, não tenham que passar pelo que nossas ancestrais suportaram no passado. Em relação especificamente ao universo atual da capoeira do Brasil, um dos principais problemas é o assédio sexual, tanto dentro como fora das rodas..

Durante os últimos quarenta anos, o cenário da capoeira vem passando por uma transformação, não só em função do crescimento do número de mulheres, mas, principalmente, pela sua constatação de que vivem num espaço hostil e perigoso (cf. nota do Grupo Nzinga de Capoeira pelo fim da violência de gênero, 2020).

Mulheres capoeiras do passado

São bastante raros os processos criminais arrolados contra mulheres capoeiras. Pires, em sua obra A capoeira na Bahia de Todos os Santos (2004) busca traçar uma história social da capoeira entre 1890 e 1930. A reduzida presença de mulheres (3%) entre os processados por homicídio e lesões corporais mostra que, nesse período, os praticantes de capoeira da cidade de Salvador eram predominantemente homens.

Um destes processos refere-se à lavadeira baiana, Maria Elisa do Espírito Santo, a qual, em 1910, estava em seu local de trabalho e:

declarou ter esquecido a toalha de sua patroa na fonte da Baixa das Quintas, onde lavava roupas, para garantir o seu sustento, bem como o de sua família. De volta à fonte, ela passou a procurar a toalha entre os pertences de duas colegas de trabalho, pois, com efeito, só poderia estar com outra lavadeira. (Pires: 2004: 113-114).

Frente à negativa das lavadeiras que estavam lá, Maria Elisa revoltou-se e proferiu “palavras obscenas” a “uma senhora de avançada idade de cor preta”. Manoel de Santana, que tinha uma loja de ferragens perto do local, escutou a discussão e entrou em confronto corporal com Maria Elisa e feriu seu braço com um facão.

Foi então que a referida senhora de cor preta, ao vê-la ferida, apressou-se em devolver-lhe a toalha e Maria Elisa a envolveu em seu braço forte (…) “Eis a prova: a toalha manchada de sangue”. (Pires: 2004: 114)

Provavelmente por não poder pagar sua ama, e bastante nervosa, Maria Elisa começou uma briga com Manoel Santana. “[Dessa forma], vendo-se acuada e em desvantagem, utilizou-se da única arma disponível naquele momento e atacou seu adversário a golpes de capoeira”. (Pires, 2004, 113-114).

É ainda Pires, em sua obra Culturas Circulares (2010), partindo do pressuposto de que a capoeira é parte da cultura trabalhadora urbana, quem realiza um estudo sobre as maltas de capoeira cariocas da última década do XIX até cerca dos anos 1920, com base em documentos policiais. As mulheres estão presentes na capoeira desde a Primeira República, mesmo que em número muito pequeno e aparecem bastante raramente na documentação, somando apenas 7,1% entre os processados pela prática da capoeira, proeminentemente masculina.

Embora, em geral, os capoeiras tenham sido considerados vadios, isso é desmentido pelos dados por ele levantados. Ana Maria da Conceição, por exemplo, foi detida em 1906, quando fazia “exercícios de agilidade corporal”, mas apresentou atestado de que trabalhava como cozinheira e, apesar de jogar capoeira, foi absolvida (Pires: 2010: 114). Outro caso envolve uma família, também no mesmo ano de 1906. O policial Inocêncio que participou da prisão alegou que o grupo estava “jogando capoeira” e disse

Que os dois acusados [estavam] provocando distúrbios e que as três acusadas também presentes, [estavam] alarmando a vizinhança e [a] sobressaltando com as suas ameaças e trejeitos [e] que salteavam com os braços e as pernas. (Pires: 2010: 113).

Novos caminhos abertos para as capoeiristas

A partir da década de 1970, cresce o número de mulheres interessadas pela capoeira. Como aponta Lima (2016), a etnomusicóloga Emília Biancardi é uma das responsáveis pela divulgação da capoeira, no Brasil e no exterior. Em 1962, ela criou o grupo Viva Bahia, dentro de uma escola pública de Salvador (BA) e, daí em diante, consolidou-se a projeção da capoeira como espetáculo artístico. E mais: isso tornou possível a capoeiristas apresentarem-se no exterior.

Christine Zonzon (2017) propõe-se a enfrentar um dos temas que, como afirma, é um tabu nos estudos sobre capoeira, qual seja, os corpos de mulheres. Seu principal foco de investigação foi a invisibilidade das mulheres na roda de Capoeira Angola. Segundo a autora é na roda de rua, onde melhor se percebe a pequena presença das mulheres capoeiristas:

Esse cenário de ausência das mulheres capoeiristas nos espaços/práticas tradicionais da capoeira torna-se ainda mais evidente na roda de rua, pois é justamente nesse ritual ‘aberto’ que se encolhem ainda mais não só o número de mulheres como seus corpos, suas ações e os espaços que ocupam na roda. (Zonzon, 2017: 302)

Contudo, as barreiras a serem transpostas pelas mulheres capoeiristas não estão restritas apenas ao comando do berimbau. Nas palavras da autora, “dizendo respeito a todas as práticas mais diretamente associadas aos valores de excelência, que são principalmente frutos do domínio dos saberes da roda e medeiam a ascensão na escala hierárquica do grupo”. (ibidem.p.303)

Porém, isso não as impede de dedicar-se com afinco à capoeira. Uma jovem angoleira explica que: “A capoeira me ajuda a trabalhar certas maneiras de estar no mundo que eu não teria de outra forma. É um trabalho em ação , é no corpo” (Zonzon, 2017: 304).

Muitas mulheres dão ênfase à falta de reconhecimento e à desvalorização de que são vítimas. Entretanto, a autora acredita que:

A integração nas pautas dos grupos da reivindicação de igualdade de gênero (que vem associada à luta antirracista, notadamente pelo viés da “mulher negra”) testemunha esse fenômeno de forma patente, já que questiona a atribuição de saberes e poderes vigentes no universo tradicional. (Zonzon, 2017: 306)

Em outras palavras, algumas mulheres capoeiristas acreditam que rodas exclusivamente femininas podem ajudar a combater a discriminação de gênero na capoeira.

A representação da mulher nas cantigas de capoeira

Assim como nas demais manifestações culturais afro-brasileiras, a oralidade é a base da tradição e da transmissão de saberes. Na capoeira, as cantigas são um dos mais importantes registros da memória coletiva. Nestas cantigas, observam-se várias representações da mulher. Uma delas é a da mulher infiel ou “traíra”. Diz uma delas: Ela tem dente de ouro/ Fui eu que mandei botar/ Vou rogar nela uma praga/ Pra esse dente se quebrar/ Ela de mim não se lembra/ Nem dela vou me lembrar (domínio público).

Outra imagem é a da mulher ciumenta, que, certamente por isso, dificulta que seu companheiro mantenha relações paralelas com outras mulheres, como se percebe nessa cantiga: Casa de palha é palhoça/Se eu fosse o fogo eu queimava/ Toda mulher ciumenta/ Se eu fosse a morte eu matava, camará (domínio público).

A mulher desempenha ainda o papel de mãe, às vezes descuidada, já que, supostamente, só ela é responsável pela criança: Chora menino!/Nhem, nhem, nhem/Menino chorou/Nhem, nhem, nhem/Se menino chorou/ Nhem, nhem, nhem/ É porque não mamou/ Nhem, nhem, nhem/ Cala a boca menino!/ Nhem, nhem, nhem (domínio público).

Há ainda a representação a que a vê como a mãe de Deus beatificada, como podemos ver nessa cantiga de despedida, cantada ao final da roda de capoeira: Adeus, adeus!/Boa viagem!/Eu vou-me embora/Boa viagem!/ Eu vou com Deus/ Boa viagem!/ E Nossa Senhora/ Boa viagem! (domínio público).

O problema do assédio sexual às mulheres é um dos principais problemas atuais e foi debatido num encontro em Campos (RJ) em 2019. Para a jornalista e capoeirista argentina Silvina, as mulheres precisam ser ouvidas.

Como comunicadora social, mulher capoeirista, lutadora pelos direitos humanos, animais e ambientais, desejo que compreendam a importância que tem nestes tempos parar para pensar e refletir sobre as dificuldades que nós, as mulheres, seja no esporte, como no cotidiano, sofremos. (Cf. Mulheres na capoeira discutem assédio em Campos, 2019).

De acordo com Mannu, coordenadora da Juventude do Movimento Negro Unificado (MNURJ): “No século XXI, com a entrada de mulheres no esporte, como a capoeira, ainda se enfrenta o machismo e o sexismo (…) [Por meio de debates, é possível] desnaturalizar a questão do assédio”. (idem). Segundo a cientista social e capoeirista Jhe, é fundamental que homens e meninos tomem parte nesta discussão para que não reproduzam o modelo machista: [Há quem pense] “que o assédio é só o abuso sexual, mas as faces mais sutis do assédio muitas vezes não são consideradas” (Mulheres da capoeira discutem assédio em Campos, 2019).

Iniciativas para empoderar as mulheres na capoeira

A redemocratização do Brasil, a partir de meados da década de 1980, tornou possível o reaparecimento dos movimentos sociais, inclusive o ressurgimento de associações e coletivos feministas. É então que as mulheres passam a atuar de forma significativa nas atividades esportivas no Brasil. Na capoeira, foi fundamental a atuação, desde o final do século passado, de algumas mulheres para avançar a causa. Vejamos alguns exemplos.

Mestra Cigana Capoeira

Nascida em Volta Redonda (RJ), Fátima Colombiano é mais conhecida como Mestra Cigana Capoeira. Numa entrevista que deu à Série As Mestras das Artes Marciais, em 2016, conta que começou a praticar capoeira em Belém do Pará (PA) com Mestre Bezerra, na década de 1970.

Mestre Janja
Ao fundo, M. Curió e M. Cigana Capoeira e, abaixo, M. Arara. Foto disponível em: http://mulheresnoaikido.blogspot.com/2017/02/as-mulheres-da-capoeira-glaucia-durooes.html Acesso em 07 mai 2020

Nos anos 1970, o preconceito contra a mulher capoeirista era bastante evidente. Cigana casou-se com um engenheiro bem-sucedido, porque não suportava mais viver com sua família que a rechaçava por ser capoeirista. Pelo mesmo motivo, seu marido exigiu que ela optasse pela capoeira ou por continuar ao lado dele e de seus três filhos, todos ainda crianças. Ela lamenta:

Nunca me esquecerei da Audiência da guarda de meu filho de 1 ano de idade; meu ex-marido exclamou: Excelência, ela é capoeirista!” E a juíza respondeu: “Mas vai largar a capoeira, não vai?”

E explica à jornalista: “(…) Capoeira era meu ideal, minha filosofia de vida e optei pela mesma”. Única mulher a participar das rodas de seu mestre, recorda-se da sua dificuldade em interagir com os demais capoeiras, já que como mulher “era invisível”. Ela reclama: “(…) eu ficava horas ao pé do berimbau, pedindo licença para entrar e, quando finalmente, conseguia entrar, não ficava nem 30 segundos e já me tiravam”. (http://mulheresnoaikido.blogspot.com/2016/06/serie-as-mestras-das-artes-marciais.html).

Em 1975, conheceu Mestre Canjiquinha, em São Paulo e com ele seguiu para Salvador (BA). Após cinco anos de treinamento, tornou-se a primeira mestra de capoeira do Brasil. Mestra Cigana não se fixou muito tempo em nenhum grupo. Um dos principais motivos, como revela, é que se recusava a ceder aos assédios sexuais dos mestres.

Está em andamento um documentário sobre a Mestra Cigana Capoeira, no momento ainda em fase de reunião de materiais. Serão coletados fotos, revistas, documentos etc. O principal objetivo é reconstituir seu percurso nas cidades de Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro e Volta Redonda.

Ao voltar à sua cidade natal, Cigana abriu a Associação Mestre Canjiquinha, onde teve mais de cem alunos. Depois, fundou a Associação Cigana Capoeira, sendo que lá se graduaram cerca de 20 instrutores. É graduada em Educação Física, Pedagogia e Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e hoje leciona em escolas e outros locais, nos quais sua prioridade é o ensino de capoeira.

Mestra Janja

Rosângela Costa Araújo, conhecida hoje como Mestra Janja, nasceu em 1959 na cidade de Salvador (BA). Como conta numa entrevista dada ao Almanaque Brasil, em 2018, durante sua adolescência, ela jamais pensara em praticar capoeira. E isso porque sua família materna, composta de pessoas brancas, não mostrava nenhum vínculo com a cultura afro-brasileira.

Em 1983, ela começou a treinar no Grupo de Capoeira Angola Pelourinho-GCAP, em Salvador, dirigido por Mestre Moraes e referência na divulgação da Capoeira Angola em nosso país e no exterior. Foi ali que encontrou algo que procurava até então: pensar, ao mesmo tempo, o corpo e a identidade histórica, a partir da perspectiva da cultura africana.

Mestra Janja, à esquerda da foto, em aula do Grupo Nzinga em São Paulo. Foto disponível em: https://www.sescsp.org.br/online/artigo/13022_O+PARANAUE+DE+MESTRA+JANJA Acesso em 7 mai 2020

O Grupo Nzinga de Capoeira Angola nasceu em 1995, quando Janja mudou de sua cidade natal ‑ onde havia se graduado em História pela Universidade Federal da Bahia ‑ para a capital paulistana e ingressou no Mestrado e no Doutorado, junto à Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. Na década de 1990, vieram unir-se ao Grupo Nzinga, Paula Barreto (hoje Mestra Paulinha) e Paulo Barreto (atual Mestre Poloca) que participavam do GCAP em Salvador desde a sua fundação. Como está postado no site do grupo:

O Grupo Nzinga volta-se para a preservação dos valores e fundamentos da Capoeira Angola, segundo a linhagem do seu maior expoente: Mestre Pastinha […] (1889-1981) […] Tem como princípios a luta contra a opressão, a preservação dos valores que herdamos da diáspora africana, o cuidado com as crianças e jovens, principalmente através da cultura e da educação. Daí destacam-se o enfrentamento do racismo e a luta contra a discriminação de gênero. (http://nzinga.org.br/)

Aos poucos, o Nzinga tornou-se uma referência de luta pela igualdade das mulheres, dentro e fora das rodas. O grupo acaba de publicar um manifesto contra o machismo na capoeira, no qual assegura:

Nossa solidariedade a TODAS as capoeiristas vítimas de violência, pela responsabilização dos homens que praticam violências e por uma capoeira e um mundo em que sejamos realmente livres. (Nota do Grupo Nzinga de Capoeira pelo fim da violência de gênero, 2020).

Em 2004, Mestra Janja recebeu o título de Cidadã Paulistana, concedido pela Câmara de Vereadores de São Paulo, por sua importante atuação na preservação e luta dos valores da comunidade negra. Em 2013 também lhe foi concedido o título de Cidadã Soteropolitana, pela Câmara Municipal de Salvador.

Hoje, Janja é professora do Departamento de Estudos de Gênero e Feminismo/DEGF da Universidade Federal da Bahia e, no dia 8 de março (Dia Internacional da Mulher) de 2020, o Grupo Nzinga comemorou seu aniversário de 25 anos, quando celebrou a realização de seus trabalhos em cinco cidades brasileiras e em outras doze no exterior.

Outras ações

Outra ação para o empoderamento feminino foi a criação de alguns coletivos formados por mulheres, como, por exemplo, Mulher & Capoeira, Obirimbau – Berimbau Feminino e o Movimento Mulher-Capoeira, do qual faço parte. Nós o formamos em Piracicaba no início de 2018 e suas participantes são capoeiristas (entre elas, contramestras e professoras de diferentes grupos de capoeira da cidade, bem como pesquisadoras) que, por meio da partilha de conhecimentos e vivências, buscam fortalecer a representatividade do feminino na capoeira.

O Coletivo de Estudos e Intervenções Musicais Marias Felipas é composto por mulheres capoeiristas, pesquisadoras, educadoras e ativistas. Em 20 de julho de 2019, lançou em Salvador (BA), o Documentário Mulheres da Pá Virada. Do meu ponto de vista, este documentário é um contundente registro de mulheres capoeiristas de distintas gerações. Mestra Ritinha de João Pequeno, que faleceu precocemente aos 52 anos, no começo das filmagens, teve uma trajetória importante na Capoeira Angola, que, praticamente, não teve visibilidade. O resgate de suas entrevistas realizadas nos seus dois últimos anos de vida, assim como de fotos, audiovisuais etc., possibilitou que Mestra Ritinha fosse não só o fio condutor do roteiro, mas também a principal referência do filme.

Considerações finais

Faço minhas as palavras do Grupo Nzinga de Capoeira Angola, o qual afirma que:

[É] tomando a capoeiragem como espaço de formação política que inserimos questionamentos sobre a necessidade de deslocamentos de papéis e valores [formatados em um contexto marcado por distintos tipos de violência]. (Nota do Grupo Nzinga de Capoeira pelo fim da violência de gênero, 2020).

A presença feminina na capoeira pode vir a promover novos paradigmas no mundo da capoeira, pois parte outro lugar social, qual seja, o daquelas que são objeto da violência – dentro de uma sociedade marcada pelo machismo e, nunca é demais lembrar, pelo racismo.

Sendo assim, penso que é imprescindível que os capoeiristas homens, independente de seu grupo, estilo e graduação, repensem, tanto a sua masculinidade, como a sua responsabilidade nesta luta pela igualdade de oportunidade de ambos os sexos no mundo da capoeira.

A partir da década de 1980, mestras de capoeira e pesquisadoras de capoeira vêm publicando livros, teses de doutorado, dissertações de mestrado e artigos, documentários, os quais colaboram para um maior aprofundamento do tema capoeira e gênero. A propósito, considero que o documentário Mulheres da Pá Virada é muito importante, uma vez que, de forma inédita, refaz a trajetória de algumas das mais renomadas Mestras de Capoeira Angola do Brasil de distintas gerações.

Por fim, considero que tudo isso contribui, não apenas para a singularidade da percepção do corpo feminino na capoeira e, mais do que isso: para a conquista da legitimidade do espaço feminino no universo da capoeira, tanto no Brasil, como no exterior.

 

Letícia Vidor Reis é Bacharel em História, Mestre e Doutora em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo (USP). De 1988 a 2006, lecionou no curso de História da Universidade Metodista de Piracicaba e desde 1986 é professora efetiva na escola Edson Rontani da rede estadual paulista. Ela é autora de A capoeira no Brasil: o mundo de pernas para o ar (3ª ed. 2010).

 

Referências bibliográficas:

Livros

LIMA, Correia Lucia. Mandinga em Manhattan: internacionalização da capoeira. Rio de Janeiro: MC&G; Salvador: Fundação Gregório Matos, 2016.

PIRES, Antonio Liberac Cardoso Simões. A capoeira na Bahia de Todos os Santos: um estudo sobre cultura e classes trabalhadoras (1890-1937). Tocantins/Goiânia: NEAB/Grafset, 2004.

______. Culturas Circulares: a formação histórica da capoeira contemporânea no Rio de Janeiro. Curitiba: Editora Progressiva/Salvador: Fundação Jair Moura, 2010.

REIS, Letícia Vidor de Sousa. A capoeira no Brasil: o mundo de pernas para o ar. 3ª ed. Curitiba: CRV, 2010.

ZONZON, Christine Nicole. Nas rodas da capoeira e da vida: corpo, experiência e tradição. Salvador: EDUFBA, 2017.

Sites

Disponível em: https://portalcapoeira.com/capoeira/capoeira-mulheres/mulheres-da-pa-virada/ Acesso em: 18 dez 2019.

Disponível em: https://portalcapoeira.com/capoeira/capoeira-mulheres/documentario-sobre-mestra-cigana/ Acesso em 03 mar. 2020

Disponível em: https://www.geledes.org.br/as-varias-faces-da-violencia-contra-as-mulheres/ Acesso em 05 mar. 2020

Disponível em: https://almanaquebrasil.com.br/2018/01/31/mestra-janja-se-penso-na-africa-estranho-menos-a-presenca-da-mulher-na-capo Acesso em: 05 mar.2020

Disponível em: http://mundoafro.atarde.uol.com.br/ Acesso em: 05 mar. 2020

Disponível em: http://nzinga.org.br/pt-br/grupo_nzinga Acesso em: 05 mar. 2020

Disponível em: http://mulheresnoaikido.blogspot.com/2016/06/serie-as-mestras-das-artes-marciais.html Acesso em: 05 mar. 2020

Disponível em: https://www.facebook.com/grupo.nzinga.5/photos/pb.629045683815350.-2207520000../2786655948054302/?type=3&theater Acesso em: 17 mar. 2020

Disponível em: https://www.jornalterceiravia.com.br/2019/05/01/mulheres-da-capoeira-discutem-assedio-em-campos/ Acesso em 09 mar. 2020

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1 comment

Excelente este artigo estou no trabalho e pesquisa sobre o papel da mulher na capoeira e o e como o racismo e a classe economica influencia o desenvolvimiento da mulher na capoeira

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